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Evidências: Operação Prato: Novas Revelações - Parte 2
Postado em Terça, setembro 02 @ 09:28:22 CDT por Josef

Documentos Classificados
Por Edison Boaventura Júnior*,
Presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá


Na segunda quinzena de fevereiro de 2008, divulguei a primeira parte deste artigo onde abordei várias informações e pesquisas sobre o “Fenômeno Chupa-Chupa” ocorrido em 1977 e 1978, nos estados do Pará e Maranhão, quando diversos municípios destes estados foram literalmente invadidos por estranhos aparatos voadores que projetavam raios luminosos em suas vítimas e segundo constatação, na época, sugavam pequenas porções de sangue de alguns membros daquelas populações ribeirinhas. (Clique aqui para ler a parte um deste artigo).

O objetivo desta segunda parte (final) é a abordagem de novos detalhes sobre o famoso “Caso da Ilha dos Caranguejos”, dados estes coletados durante minha visita pessoal ao Maranhão em 2002 e também dos raros relatos envolvendo o avistamento de seres que ocorreram na década de 70, alguns deles pesquisados pelos militares da “Operação Prato” e outros por pesquisadores independentes, pouco divulgados na época.

O assunto não se esgota neste artigo, mas certamente agrega mais conhecimentos aos leitores. Mantenha sua “mente aberta” e desfrute de uma boa leitura!



Mistério na Ilha dos Carangueijos

No período de 13 de fevereiro a 04 de março de 2002, pesquisei vários casos ufológicos nos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins. Vinte anos antes eu já tinha ouvido falar de uma misteriosa ocorrência de morte que teve como palco a Ilha dos Caranguejos – uma ilha de 40 km de comprimento e 11 km de largura do litoral maranhense envolta em lendas e casos fantásticos – e assim, resolvi ir a fundo à averiguação daquela história da década de 70.

O “Caso da Ilha dos Caranguejos” aconteceu na madrugada do dia 25 de abril de 1977, com um grupo de homens formado pelos irmãos Apolinário (31 anos), Firmino (41 anos) e José Corrêa (29 anos), juntamente com o cunhado Aureliano Bispo Alves (35 anos), todos residentes no município maranhense de Alcântara, que se encontravam no barco “Maria Rosa".

O relato foi publicado primeiramente em livro, em 1991, de autoria do pesquisador brasileiro Daniel Rebisso Giese, cujo título era “Vampiros Extraterrestres na Amazônia”.

No dia 14 de fevereiro, uma manhã quente na capital de São Luis – MA, me dirigi até a biblioteca municipal onde coletei os primeiros jornais sobre o famoso caso.

No jornal “Pequeno”, de 29 de abril de 1977, na matéria de capa trazia o seguinte título: “Misteriosa Ocorrência na Ilha dos Caranguejos”.

Reproduzo abaixo o conteúdo integral deste que foi o primeiro artigo sobre o misterioso caso: “Fato estranho teria provocado a morte de uma pessoa e deixado duas outras feridas, no interior de uma pequena embarcação que estava ancorada na ilha dos Caranguejos, situada no município de Alcântara. Os 4 ocupantes do pequeno barco estavam dormindo. Às duas da madrugada, um deles foi despertado por gemidos e um estranho ruído, o que o levou a pensar em fato sobrenatural, uma vez que nunca ouvira antes semelhante barulho naquele local.

A tripulação do barco era composta dos irmãos José, Firmino, Aureliano e Apolinário Correia. Este último ao despertar verificou que José Correia estava morrendo e os outros irmãos desmaiados.



O ruído que faz muita gente acreditar na presença de disco voador, pouco a pouco foi cessando. A seguir, Apolinário Correia passou a examinar o cadáver do seu irmão José Correia e ver a situação dos feridos. Todos apresentavam queimaduras fora do comum. Viu também manchas escuras no fundo da embarcação presumindo ter sido provocada por fogo ou raios luminosos estranhos.

As queimaduras observadas tanto no cadáver de José Correia como no corpo dos que saíram feridos são arredondadas e de cor escura. Quando o corpo estranho desapareceu totalmente, Apolinário Correia que não foi atingido tratou de conduzir a embarcação para esta capital, chegando à madrugada no Porto do Itaqui. Ao ancorar naquele porto providenciou a remoção de Firmino e Aureliano para o Presidente Dutra, onde os mesmos foram medicados.

Depois de haver hospitalizado os feridos, Apolinário Correia entrou em contato com o delegado José Argolo, do 5º Distrito Policial, que foi até a embarcação, de onde retirou o cadáver de José Correia, providenciando em seguida a remoção do mesmo para o Instituto Médico Legal, onde foram realizados os exames de praxe.

TRÊS DIAS NO MAR – Apolinário Correia contou ao delegado José Argolo que o fato ocorreu à madrugada de segunda-feira e que desde aquele dia passou a navegar para esta capital. Afirmou ainda que os seus irmãos feridos e queimados de maneira estranha entraram em coma. Durante a viagem os mesmos permaneceram com os olhos vermelhos e arregalados, totalmente imóveis. As autoridades policiais estão investigando o caso. Logo que as vítimas se recuperem, depoimentos serão tomados acerca da estranha morte de José Correia.

Ontem à noite Apolinário e Aureliano foram ouvidos pela Imprensa, confirmando o que foi dito linhas acima. Firmino ainda não recuperou os sentidos, achando-se em estado de coma. Talvez com sua recuperação possa haver mais luz em torno do fato
”.




A Imprensa Acompanha o Caso...

No dia 1º de Maio de 1977, o jornal “Pequeno” tornou a noticiar sobre o fato e outro jornal, “O Estado do Maranhão” publicou matéria intitulada “Sobreviventes da Ilha dos Caranguejos estão Incomunicáveis”. Neste periódico informava-se da proibição dos médicos do hospital para que não deixassem pessoas estranhas conversar com os dois pacientes. Também fazia menção de que o delegado José Argolo não tinha encontrado policiais voluntários, à exceção do escrivão Moacy Barros, para realizar averiguações na ilha, pois consideravam um lugar misterioso e maldito.

Dias depois o jornal “O Estado do Maranhão” publicou informações curiosas, mencionando que o delegado Marcelino Ewerton, do 3º Comissariado da Capital, iria ajudar nas pesquisas a serem executadas na ilha pelo delegado José Argolo. Em certo momento do texto do dia 04 de maio revela: “Além de balas normais, levarei uma cartucheira com balas devidamente preparadas com palha de alho que, segundo os mais antigos, têm o poder de apartar as coisas do anti-Cristo”. Contudo, apesar dos preparativos, a viagem até a ilha não aconteceu.

O jornal “Pequeno” dos dias 8 e 14 de maio de 1977 trouxeram mais informações sobre as perícias efetuadas. Na matéria do dia 8 de maio intitulada “Polícia fez Perícia no Barco da Tragédia”, afirmava-se que a perícia foi feita no dia 7 de maio pelos peritos Carvalho e Reinaldo, sendo que “nada encontraram de estranho na embarcação”. Dizia ainda que, “o delegado José Argolo, do 5º Distrito, continua sem nada poder dizer de oficial acerca da procedência do fogo que matou um e feriu mais duas pessoas

. No jornal do dia 14 de maio, encontrava-se dentre outros fatos que o Sr. Firmino, uma das vítimas, teria saído do coma e conseguiu falar no dia anterior (13 de maio) com muita dificuldade. Ele afirmou na ocasião que desconhecia totalmente a causa da tragédia e estava muito confuso.

Na ocasião de minha visita à Redação do jornal “O Estado do Maranhão” notei que não havia muito material sobre a onda de 1977. Durante a entrevista que concedi àquele conceituado jornal, fui informado pelos repórteres que muitas fotografias dos OVNIs da época (1977 e 1978) foram confiscadas pelos militares do I COMAR.


A Procura de Informações Oficiais

No dia 15 de fevereiro de 2002, fui ao 5º Distrito Policial e ao IML na capital do Maranhão, São Luiz, no intuito de obter os dados oficiais do misterioso caso. Contudo, não obtive sucesso na delegacia, pois o policial que me atendeu disse que o material sobre o caso havia sido incinerado e era impossível obter cópias dos mesmos. Não fiquei convencido com as explicações e então insisti um pouco mais para que ele me indicasse alguém da época para eu conversar a respeito dos fatos e ele me disse que todos já haviam sido transferidos ou falecidos. Entretanto, disse que conheceu o chefe de investigação criminal da polícia do Maranhão, Sr. Clésio Muniz e afirmou: “Lembro-me que o Dr. Muniz sempre dizia que o caso era estranho, pois ele pessoalmente viu as queimaduras e concluiu que não eram causadas por fogo e nem por raio”.

Complementou dizendo: “Já que você quer saber a verdade... É o seguinte: a polícia não foi capaz de determinar o que aconteceu neste caso. Na época tudo foi averiguado, colheram-se os depoimentos das vítimas e não foi encontrada nenhuma evidência de brigas, drogas e não foi encontrado fogo no barco e nem na ilha dos Caranguejos. É um mistério até hoje!

Despedi-me e segui para o Instituto Médico Legal, sendo atendido pela simpática diretora, Sra. Anunciação. Expliquei os motivos de minha pesquisa e ela se comprometeu em me ajudar no que fosse preciso. Porém, solicitou que eu formalizasse o pedido por meio de ofício, o que foi feito em 01 de março de 2002, pois ela pediu-me um prazo de 15 dias para localizar a documentação do caso. Um vigilante que acompanhou nossa conversa de longe, me abordou na saída e disse que conhecia uma das vítimas do caso, o Sr. Firmino. Prontamente, me informou o endereço residencial daquela importante testemunha e fez um mapa para que eu chegasse ao local com facilidade, que ficava na Vila Lobão. Como já era tarde, resolvi fazer esta visita no início de março quando então voltaria ao IML para buscar a documentação solicitada.


Quem Vai Até a Ilha dos Caranguejos?

No dia seguinte fui ao Porto do Itaqui que se localiza na baía de São Marcos, na capital maranhense, a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade, no intuito de contratar um barqueiro que me levasse até a ilha dos Caranguejos. Contudo, não encontrei um só barqueiro que aceitasse aquela viagem. Vários deles diziam que “é um lugar encantado”, “já morreu muita gente por lá, tem espíritos estranhos e dizem que o chupa-chupa continua aparecendo por lá...” Fiquei frustrado, pois ninguém quis me levar. Decidi então viajar até Alcântara para conhecer aquela localidade e pesquisar por lá.

Em Alcântara entrevistei o Sr. José Ribamar Moreira, de 73 anos, que afirmou que viu um “tochão de fogo” quando estava pescando camarão na ilha do Livramento, em 2001. Nesta ocasião a bola de luz sumiu velozmente atrás do mangue. Ele afirmou que já viu o chupa-chupa várias vezes.

Na Praia da Baronesa, conheci o Sr. Lincoln Sales e sua esposa Patrícia, na Pousada dos Guarás. Eles contaram muitas histórias acontecidas na década de 90 no interior de Alcântara, inclusive o avistamento de “seres pequenos de olhos negros”. Alguns tripulantes destes OVNIs teriam também o cabelo vermelho, segundo afirmaram. “As bolas de fogo são avistadas freqüentemente e foram filmadas na região”, complementaram.

O tocador de tambor Vanderlei, seu irmão Ribamar acompanhados de outro amigo estavam pescando nos igarapés da ilha e viram uma nave que era “uma mistura de helicóptero com avião”, que voava em zigue-zague e depois de alguns minutos desapareceu em velocidade incrível.

Voltei para São Luiz no final de tarde convencido que o fenômeno naquela região era constante e tendo certeza que o chupa-chupa era temido pelos moradores da ilha.


Bob Pratt Pesquisou o Fato

O jornalista norte-americano Bob Pratt esteve no Brasil por 13 vezes para examinar casos ufológicos, especialmente no Nordeste e também este intrigante caso maranhense. No capítulo 19 do livro “Perigo Alienígena no Brasil” (2003) ele dedica 15 paginas ao caso da ilha dos Caranguejos.

Quando Bob Pratt esteve lá no final de novembro de 1978, disse que dois dos médicos do IML que examinaram Firmino no hospital acreditavam que a causa do acidente fora um raio. Um deles era o diretor do instituto, Dr. Carneiro Belfort, que atendeu Firmino. Na época o Dr. Belfort disse: “Nunca vi um UFO e não acredito na existência deles. As queimaduras eram características de raio, mas não posso afirmar que foi isso que as causou. E se não foi, não sei o que pode ter acontecido. O homem (Firmino) me disse que viu ‘um fogo' antes de desmaiar”.



Esta murmuração de Firmino é o único elo com o Fenômeno OVNI, aliado ao fato que vários casos de luzes estavam também aparecendo na região naquela época.

O outro médico que defendeu a teoria do raio foi o Dr. José Oliveira, membro da equipe do IML. Entretanto, o que intrigou foi o fato de que nem o barco, a cortina de lona na janela da embarcação e o corpo de José Correia não apresentarem marcas de queimaduras. Outro fato a ser considerado é que os calções de Apolinário e Aureliano ficaram intactos e não apresentavam sinais de queimado.

Na época, o sargento Antenor Costa, meteorologista da Força Aérea Brasileira no Aeroporto de São Luis, disponibilizou os registros meteorológicos e consta que não houve temporal nem relâmpago entre as 17 horas de 25 de abril até as 6 horas do dia 26 de abril. Caiu uma chuva leve às 23 horas e outra à meia-noite, mas de resto a noite estava clara e calma.

Seria impossível um raio cair, atingir a areia e ricochetear para cima e desviar para o lado, pegando o barco. Isso não acontece. Se fosse assim, o raio teria queimado também a lona e não teria atingido dois ou três homens ao mesmo tempo porque suas posições no barco eram muito diferentes. Para fazer isso, um raio precisaria ser tortuoso como uma trilha sinuosa. Além do mais, é improvável que tivesse matado um homem sem queimá-lo. Simplesmente não é possível que um raio queime dois homens e mate um terceiro, sem deixar uma marca em seu corpo”, disse o sargento Costa ao pesquisador Bob Pratt.

Bob Pratt trouxe de Niterói – RJ o médico Dr. Silvio Lago para hipnotizar os três sobreviventes em São Luiz - MA. O Dr. Lago fez ao todo 26 horas de sessões no período de 14 a 17 de dezembro de 1978 e ao final concluiu que eles passaram por uma experiência verdadeira, mas não obteve o menor indício do que teria acontecido naquela fatídica noite.

O médico carioca ficou perplexo, pois não estava acostumado a lidar com um bloqueio mental tão intenso como o apresentado pelas testemunhas, durante suas sessões de hipnose.




Documentos: OVNI ou Eletricidade Cósmica?

Voltei ao IML no dia 01 de março de 2002 para retirar os documentos expedidos pelo instituto na época. Quando procurei a diretora e solicitei os referidos documentos constantes em meu ofício (exame de corpo delito e cadavérico), ela me disse que ainda não tinha providenciado as cópias.

Expliquei que meu tempo era exíguo e que voltaria em poucos dias para São Paulo. Então, ela solicitou imediatamente que um funcionário procurasse os laudos. Após 1 hora e meia de espera, o funcionário me disse que não estava encontrando os mesmos e que faltava procurar somente em um armário que estava emperrado.

Diante do problema, pedi que me autorizasse a tentar forçar o arquivo de aço na tentativa de abrir a gaveta. Ele dirigiu-se para a diretora que autorizou o procedimento. Depois de algum esforço, eu e o funcionário do IML, conseguimos abrir as gavetas. E os documentos estavam lá!

Tirei fotografia dos mesmos e obtive as cópias solicitadas. Agradeci a todos pela atenção e como já era tarde, voltei satisfeito ao hotel onde eu estava hospedado. Transcrevo a seguir os documentos expedidos pelo Instituto Médico Legal da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão. O primeiro é o exame do corpo de Firmino, datado de 29 de abril de 1977, pelo Dr. José Ribamar Pinheiro de Oliveira e Dr. José Ribamar Moraes:

CORPO DE DELITO – LESÃO CORPORAL – A

“Por solicitação do senhor Delegado do Quinto Distrito da Capital, examinamos nesta data, FIRMINO MENDES SOUSA, faioderma, com quarenta e um anos de idade, solteiro, braçal, maranhense e residente em Alcântara (Maranhão). Informam-nos que o mesmo foi encontrado inconsciente dentro do porão do barco "Maria Rosa", no dia vinte e sete de abril do corrente ano. O exame apresenta: queimadura de segundo grau, de bordos enegrecidos, com três centímetros de extensão, na porção média da região frontal, com edema circunvizinho; queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com três centímetros de diâmetro, na região frontal, lado esquerdo, com edema circunvizinho; queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com dez centímetros de extensão, por seis centímetros de largura, estendendo-se do quadrante infero-externo da região peitoral esquerda à porção lateral do tórax do mesmo lado; edema de todo o membro superior esquerdo; flictemas em toda a face anterior do braço esquerdo; figuras de raio, arboriformes ou dendríticas (figura de Lichtenberg), nas faces interna e externa, terço médio do braço esquerdo; queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com seis centímetros de extensão, na face externa, terço médio do braço esquerdo; queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, de dez centímetros de extensão, por quatro centímetros de largura, estendendo-se do terço médio ao terço inferior, face interna do braço esquerdo. Segundo o prontuário do paciente no Pronto Socorro Municipal de São Luís, o mesmo deu entrada naquele nosocômio em estado de coma e com certa dificuldade na visão. Atualmente, o paciente apresenta-se sonolento, semi-obnubilado, com hipotonia muscular e ainda com miose bilateral”
.

Vejamos agora o laudo do senhor Aureliano Bispo Alves, datado de 02 de maio de 1977, pelo Dr. José Ribamar Pinheiro de Oliveira e Dra. Maria José Barros de Oliveira:

CORPO DE DELITO – LESÃO CORPORAL – A

“Por solicitação do senhor Delegado do Quinto Distrito da Capital, examinamos nesta data, AURELIANO BISPO ALVES, melanoderma, com trinta e cinco anos de idade, casado, braçal, maranhense e residente em Alcântara (Maranhão). Informam-nos que ao amanhecer do dia vinte e sete de abril do corrente ano, acordou não em sua rede como deitara, mas, no esgote do barco, com fortes dores no ombro direito e no lado esquerdo das costas. Em seguida, chamou o seu cunhado pedindo-lhe que o tirasse e o colocasse em outro lugar, pois, não podia se locomover sozinho. Constatou ele e seu cunhado que um dos tripulantes achava-se morto dentro de uma rede e o outro achava-se queimado e inconsciente no chão do barco. Ao exame apresenta: queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com quatorze centímetros de extensão, por dois centímetros de largura, estendendo-se da articulação escapula-umeral direita à porção posterior da região deltoideama do mesmo lado; queimadura do segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com dezessete centímetros de extensão, por dois centímetros de largura, estendendo-se da porção inferior da região escapular esquerda à região dorsal do tórax do mesmo lado; queimadura de segundo grau, infectada, de bordos enegrecidos, com dois centímetros de extensão, no quadrante supero-interno da região glútea direita; figuras de raio, arboriformes ou dendríticas (figura de Lichtemberg), na porção inferior da região escapular esquerda; figuras de raio, arboriformes ou dendríticas (figuras de Lichtemberg), na região dorsal do tórax, lado esquerdo”
.

Nos dois exames de corpo delito foi definido como o instrumento ou meio que produziu a ofensa, a eletricidade cósmica.

Contudo, o que causa estranheza é que no exame cadavérico de José não apresentou nenhuma lesão visível se comparada com as graves queimaduras dos sobreviventes. Vejamos o exame datado de 02 de maio de 1977, pelo Dr. Raimundo Sérgio de Brito Pereira e Dr. José Ribamar Miranda Filho:

EXAME CADAVÉRICO

“Por solicitação do senhor Delegado de Polícia do Quinto Distrito Policial da Capital, examinamos nesta data, no Instituto Médico Legal, um cadáver do sexo masculino, compleição mediana, que nos informaram ser o de JOSÉ MENDES SOUZA, com vinte e nove anos de idade, solteiro, braçal, maranhense e residente à Rua Formosa, 38 (Monte Castelo). Informa-nos um familiar do examinado, não só que o mesmo veio a falecer, quando realizava uma viagem de barco, no dia vinte e oito de abril do corrente ano, como também era hipertenso, conforme declaração em nosso poder com firma reconhecida e que o mesmo constantemente queixava-se de forte dor de cabeça e fazia uso constantemente de analgésicos. Traja calça preta e calção vermelho e já se encontra em rigidez cadavérica. Retiradas as vestes, constatamos: ausência de vestígio de qualquer tipo de lesão corporal externa (fratura, queimaduras, etc.); desvio da comissura labial direita. Concluímos que o senhor JOÃO MENDES SOUZA faleceu de acidente vascular cerebral, provocado por hipertensão arterial, conseqüência a choque emocional”
.

Informo que devemos apenas corrigir a data do acidente que aconteceu no dia 25 de abril de 1977 e não 27 ou 28 de abril como constam dos laudos.

Apesar das divergências de opiniões na época e que existem até os dias atuais, se foi um OVNI ou raio que causou as lesões, lembro que o Dr. Belfort afirmou que ouviu Firmino balbuciar sobre “um fogo que voava lá fora”. Aliado a esta afirmação, na época o tio de Apolinário, Sr. Benedito Gonçalo Amarante, contou também que teria ouvido de Apolinário a versão de que os sobreviventes viram a determinada hora da madrugada, uma estranha luminosidade que penetrou pela cortina do porão e ali apareceu um "vulto" enorme, que lhes apagou a consciência.


Meu Encontro com Firmino

Em uma manhã ensolarada do dia 02 de março de 2002 cheguei à residência de Firmino. Fui recebido gentilmente por sua esposa. Expliquei que gostaria de fazer uma entrevista sobre o caso e ela disse que ele tinha dificuldades para falar, pois sua voz oscilava bastante. “Com um pouco de paciência, ele te conta a história”, disse ela, chamando Firmino para a pequena sala da residência.

Alguns instantes depois eu estava frente a frente com Firmino. Apresentei-me e perguntei o que ele poderia dizer sobre o episódio.



Até hoje sofro. Minha mão esquerda ficou torta. Tenho as marcas no meu corpo”, disse Firmino, levantando os braços e mostrando uma enorme marca no lado do peito esquerdo, além de outras queimaduras em outras partes do seu corpo.

Trabalhamos a tarde toda cortando e empilhando troncos de madeira. Paramos às 18 horas e comemos carne e arroz. Às 20 horas fomos dormir dentro do barco, cobrindo a escotilha com um pedaço de lona, pois tinha muitos mosquitos. A gente ia acordar por volta da meia-noite, quando a maré estava alta para voltar. Acordei dias depois no hospital e não me lembro de mais nada”, afirmou Firmino.

Ele disse ainda que, soube da morte de José uma semana depois quando saiu do coma e também que o doutor que o atendeu disse que ele murmurou sobre “um fogo que voava lá fora”.

Também informou que veio pesquisadores dos Estados Unidos e da França para investigar o caso e que fez hipnose junto com os outros dois sobreviventes.



Este fato fez muito mal a minha vida e nunca mais voltei àquela ilha”, encerrou a conversa e como ele estava cansado, sua esposa disse que era o momento de nos despedirmos para ele descansar. Tirei algumas fotografias rapidamente e me despedi de ambos.


Pablo Villarrubia falou com Apolinário

O jornalista e escritor do livro “Mistérios do Brasil”, Pablo Villarrubia Mauso esteve em minha residência no dia 23 de julho de 2008 e contou suas impressões sobre a conversa que teve com o Sr. Apolinário há alguns anos atrás.

Disse ele: “Apolinário me contou que dormiu no convés e os demais tripulantes, no porão da embarcação. De madrugada, Apolinário, despertou com gemidos e foi averiguar e encontrou José morto e os demais com graves queimaduras. O que lhe impressionou foi que tinha um pedaço de carne arrancado do corpo de Firmino e podia ser vista suas costelas”.

Pablo disse ainda que a saúde de Apolinário não é das melhores atualmente e comentou que José não foi o único a morrer na ilha dos Caranguejos, pois em 1986, ocorreu outra morte em outro barco.




Outro Caso na Ilha dos Caranguejos em 1986

No livro de Bob Pratt, na página nº 183, há menção sobre este caso acontecido em 30 de abril de 1986, quando quatro homens foram à ilha para pegar madeira. Às 18 horas, o jovem Veríssimo, de 21 anos disse que não se sentia bem e pediu a Juvêncio alho para esfregar nos braços, pois isso o faria se sentir melhor. Contudo, Juvêncio também ficou tonto e caiu inconsciente no tombadilho. Os outros dois homens, Anselmo e Lázaro também desmaiaram. Lázaro recobrou a consciência ao meio-dia do dia 31 de abril de 1986 e ninguém sabe o que aconteceu com Veríssimo, pois estava morto. Curiosamente, não havia marcas nele. Juvêncio estava com o lado direito de sua cabeça queimado e inchado. Voltaram a São Luis e os três sobreviventes sentiam enjôos e náuseas.

O atestado de óbito de Veríssimo simplesmente menciona a causa da morte como "não determinada". Outro fato estranho é que eles ouviram um forte estrondo no mato, em algum lugar perto do barco, momentos antes de desmaiarem, mas como estava escuro não conseguiram distinguir nada.

Estes dois casos fazem parte de um intrincado mistério que fere brutalmente suas vítimas com queimadura e levam outras à morte. Existem mais dúvidas do que respostas e algumas perguntas não querem calar:

- Estariam os casos da ilha dos Caranguejos associados à fenomenologia “chupa-chupa” ou seria algum fenômeno natural?

- Como as testemunhas não conseguem lembrar-se do que aconteceu? Nem mesmo sob efeito de hipnose?

- Por que dois jovens saudáveis morreram, sem nenhuma causa aparente, enquanto os homens que sobreviveram tiveram seqüelas para o resto de suas vidas?

Uma coisa é certa, o “Caso da Ilha dos Caranguejos” pode não possuir evidências incontestáveis para uma definitiva associação ao Fenômeno OVNI, mas não podemos negar que ocorreu dentro do cenário de uma onda ufológica. Assim, é mais sensato que o caso permaneça sempre aberto para reavaliações.


Tripulantes Durante a Onda Chupa-Chupa

Hoje, sabe-se que os casos com tripulantes durante a onda “chupa-chupa” foram excassos e apresentam-se com poucos detalhes... A seguir traçarei um panorama dos casos conhecidos para que o leitor tenha uma visão melhor sobre este aspecto da fenomenologia.

O pesquisador Daniel Rebisso Giese após ter pesquisado o assunto, escreveu sobre os tripulantes na página nº 37 da apostila de sua autoria e intitulada “OVNIS NO PARÁ – Fenômeno Chupa-chupa” (1985): “Quanto aos ocupantes das naves alguns afirmam terem visto seres pequenos, outros apontam a presença de ufonautas de estatura média, pele esverdeada e enrugada (macacão?), cabelos longos e feições humanas... Teria ocorrido um curioso episódio, nas proximidades do rio das Laranjeiras (Belém/Benevides) onde um caçador foi atingido (à noite) diversas vezes por feixes luminosos emitidos por um ufonauta que flutuava junto à nave estacionada em pleno ar. Esse homem, vítimas de diversas queimaduras, atestou que o ser possuía uma “pele” meio esverdeada e enrugada. As fontes consultadas confirmam que a Aeronáutica pesquisou este caso com maior profundidade”.


Imprensa Divulga o Primeiro Caso...

O jornal “O Estado do Maranhão” publicou o primeiro caso de avistamento de tripulante, referente a experiência vivenciada pelo Sr. João Batista Souza, proprietário da fazenda Nova Melia, localizada em Barra do Corda - MA.

O avistamento do fazendeiro aconteceu na madrugada de 17 de julho de 1977. Contou ele que, ao perder o sono decidiu andar por sua propriedade, quando subitamente se viu diante de uma "bola de fogo" que sobrevoou o local, a 200 metros de distância.

Assustado, se escondeu atrás de uma moita, de onde observou a aterrissagem do OVNI, e após a diminuição da luz do objeto voador, percebeu que a forma do mesmo se assemelhava a “um chapéu de palha”.

Em ato contínuo, observou a abertura de uma porta, da qual saiu uma pequena criatura de aproximadamente 1 metro de altura, que tinha em uma das mãos uma espécie de lanterna que emitia luz arroxeada e na outra mão um aparelho desconhecido.

A criatura tinha em sua cabeça um capacete com antenas, sendo que o seu corpo era "peludo". Após alguns instantes, o fazendeiro desmaiou.

Seus filhos encontraram-no desacordado, horas depois. Já em casa, ficou sem forças para se levantar por vários dias.



Veremos a seguir um caso excepcional que foi divulgado pela imprensa local na época e que também consta dos relatórios oficiais da Aeronáutica.


ETs nos Relatórios da FAB

Uma nave tripulada foi testemunhada por 5 pescadores da localidade de Colares, no estado do Pará no dia 12 de outubro de 1977, às 23h30min.

No depoimento prestado aos militares da Aeronáutica, o agricultor Manoel Espírito Santo, de 20 anos, encontramos detalhes do episódio.

Transcrevo parte do depoimento constante do relatório oficial da “Operação Prato” para que o leitor tenha uma perfeita visão do acontecimento: “Encontrava-se em frente a sua residência juntamente com alguns amigos (Júlio, Paulo, Deca e Carlito), quando percebeu uma luz amarelada que deslocava no sentido E/W (nascente-poente), diminuindo a velocidade e quase parando à cerca de 20 metros do grupo; disse que percebeu então que a “luz” era tripulada por dois elementos de aparência humana, sendo que o “homem” ocupava o lado esquerdo e a mulher o lado direito do “aparelho”; ambos portavam um óculos (formato diferente) e equipamento de inter-comunicação; o elemento da esquerda levou as mãos aos “óculos” como se observasse mais atentamente ao grupo de pessoas; no mesmo instante o outro, através de um tubo existente na lateral, dirigiu um feixe luminoso de cor vermelha em direção ao grupo; tendo sido atingido diretamente, sentiu um forte abalo (como choque elétrico) iniciando pelos pés até a cabeça; sobreveio então a paralisação (imobilidade dos membros inferiores e superiores) e semi-inconsciência (Sic). O aparelho afastou-se gradativamente aumentando a velocidade. Manoel voltou a movimentar-se, embora ainda estivesse se sentindo entorpecido durante alguns minutos”.



Sobre a descrição do OVNI, Manoel disse que o “aparelho” assemelhava-se a uma estrela de cor amarelo-avermelhada; trocava a cor do amarelo claro para o vermelho, quando mais próximo, observou uma luminosidade azulada na parte frontal superior.

Quanto à forma disse que o OVNI era cilíndrico, como um barril, com um tubo de menor diâmetro, avermelhado, a sua frente e outro mais fino na lateral, a 45 graus, de onde era emitido o feixe de luz azulada. Tamanho aparente de 1,20 a 1,40 metros dava idéia de transparência - parte luminosa azulada -, com uma divisão entre seus tripulantes.

Para ilustrar a narrativa foi elaborado um croqui do OVNI e tripulantes pelo Sargento Flávio, que atualmente está anexada aos relatórios oficiais da Aeronáutica.

Outro fato que consta dos relatórios da FAB é o acontecido no dia 18 de outubro de 1977, com a Sra. Claudiomira Rodrigues da Paixão. Contudo, no depoimento fornecido por ela ao chefe da 2ª Seção, não consta o fato de ter sido atingida pela “pistola” do ser e sim, faz a seguinte afirmação: “o ‘bicho’ me chupou”.

Posteriormente, em outra entrevista ela complementou que: “Por volta da meia noite na casa de sua prima, eu já estava deitada na rede próxima à janela. De repente, acordei com um forte clarão produzido por um objeto em forma de guarda-chuva. Vi um ser de pele clara, olhos como de oriental, orelhas grandes e vestindo uma roupa verde que portava em sua mão uma espécie de pistola que emitiu um foco de luz esverdeado no meu seio e braço esquerdos”.

Claudiomira sentiu na ocasião uma quentura no local. Sentiu picadas como de agulhas em seu peito e tentou gritar, mas foi em vão, pois estava paralisada. Nos dias seguintes sentiu dores de cabeça e não tinha forças para ficar em pé.


Outros Casos

No jornal “A Província do Pará”, do dia 20 de outubro de 1977, foi publicado o artigo intitulado “Evoluções dos objetos nos céus da Vigia”. O agricultor Manoel Matos de Souza, mais conhecido como “Coronha” teria vivenciado uma aparição inusitada na localidade denominada Monte Serrado, em Santo Antônio do Tauá – PA, no dia 18 de outubro de 1977.

Eu estava dormindo, eram mais ou menos duas para três horas da madrugada de terça-feira, quando por entre as falhas na parede do barraco, por sobre a porta, vi que raios de luz clara penetravam com muita intensidade. Levantei e, abrindo a porta, vi um objeto estranho parado a 5 metros mais ou menos de mim e, no seu interior, o casal dando gargalhadas como se estivessem fazendo gozação. Mesmo encadeado pelos raios vermelhos que me alcançavam, entrei rapidamente em casa apanhando minha espingarda cartucheira. Apontei em direção a “nave”, apertei o gatilho, mas para minha surpresa a arma não disparou. A essas alturas, o lado direito do meu corpo começou a ficar dormente. Foi quando gritei pela mulher e meus filhos, havendo pânico dentro de casa. Enquanto isso, o aparelho sumia sem fazer barulho, desaparecendo no céu”, disse o Sr. “Coronha”.

O agricultor acrescentou que o bojo do aparelho era pintado de listras vermelhas e pretas, sendo que o seu formato foi descrito como um ”camburão voador”. Logo que chegou a sua casa, o OVNI lançou uma luz amarela, depois uma vermelha. Na frente, onde se encontrava o casal, havia um enorme pára-brisa transparente e bem no centro, uma abertura, tendo ao seu redor um círculo preto, de onde saía uma luz bastante forte. Sobre os ocupantes, disse que as feições eram iguais às de uma pessoa comum. A mulher tinha os cabelos loiros e um estranho sorriso; o homem um chapéu parecido com o de vaqueiro. Todo o avistamento teria durado uns 5 minutos.


Capacete com Antenas!

Quando estive pessoalmente no sul do Maranhão em 2002 coletei um caso acontecido em outubro de 1977, com o Sr. José Benedito Santos, de 78 anos, que teve um contato com um tripulante de um “chupa-chupa”, na Chapada das Mesas.

Era noite e eu estava caçando com amigos na região das Mesas quando vi uma luz alaranjada. Rapidamente ela jogou um foco clarinho e aquela luz iluminou todo o lugar e eu pude ver que ela desceu ao lado de uma árvore a alguns metros de distância. Aquele aparelho era de 6 metros de comprimento e oval, sendo que o centro era mais vermelho e brilhante. De repente, apareceu um ser pequeno, de 1 metro e meio mais ou menos vestindo uma roupa prateada com um capacete transparente e com antenas com luzes vermelhas nas pontas. Quando ele se aproximou, senti medo mais fui me acalmando e desmaiei. Acordei mais tarde com meus colegas em volta perguntando o que aconteceu”, disse Benedito.

Eu questionei o Sr. Benedito sobre como era o tripulante observado e ele me trouxe um papel amarelecido, envelhecido pelo tempo, com o desenho da criatura que ele fez na época. Ele me presenteou com o desenho.

Ao ver a figura, notei uma nave estilizada no canto direito do papel e um ser com os olhos grandes e pretos do lado e perguntei se eram assim mesmo e ele me respondeu que eram olhos grandes e com um olhar muito penetrante. Também se lembrou que nos braços da vestimenta do tripulante havia três listras como se fosse um emblema ou símbolo.

Ele afirmou ainda que não existiu conversa verbal, mas que sentiu paz durante a aproximação do ser, apesar do mesmo ser de aparência estranha.

No dia seguinte, teve fraqueza no seu corpo e notou uma pequena queimadura com orifícios em seu pescoço, que ficou roxo e descamou nos dias subseqüentes. Como todas as pessoas estavam amedrontadas e falavam do “chupa-chupa” naqueles dias, ele acredita verdadeiramente que teve um contato direto com aquele fenômeno que assombrou o sul do Maranhão na década de 70.

Saliento que existe certa semelhança deste fato com o caso acontecido na fazenda Nova Melia, em Barra do Corda, na madrugada de 17 de julho de 1977, principalmente o detalhe do capacete com antenas.


Humanóide Saiu Flutuando

Outro caso interessante, pesquisado pelos militares do I COMAR e pelo próprio chefe da “Operação Prato”, o capitão Uyrangê Soares Nogueira de Hollanda Lima, foi o acontecido no dia 02 de novembro de 1977, tendo como testemunhas o Sr. Domingos Pereira Rodrigues, seu irmão Luís e o amigo Marcos Sebastião.

As testemunhas trabalhavam na olaria de propriedade do Sr. Paulo Keuffer e decidiram passar a noite caçando paca naquela área. Montaram acampamento em cima de uma árvore, a beira do rio e por volta das 20 horas, Luís estava só e foi surpreendido por um intenso clarão em forma de disco voador.

Na parte inferior do OVNI abriu-se uma porta e do foco de luz projetado surgiu uma criatura flutuando com os braços abertos. Com uma vestimenta semelhante à roupa de mergulhador, o ser estendeu a mão e lançou um raio vermelho luminoso na direção de Luís.

Assustado, Luís pulou da árvore e se escondeu no meio da vegetação. Novamente, o tripulante apontou a luz vermelha Luís. Em desabalada carreira a testemunha saiu correndo pela margem do rio, tropeçando em troncos e raízes. O ser acabou entrando na nave e esta, por sua vez, perseguiu a testemunha até o barco onde estavam os outros colegas.

Devido à insistência do OVNI foram obrigados a abandonar a embarcação e se refugiaram na várzea. Em seguida, o humanóide saiu da nave e passou a sondar o barco abandonado. Por fim, a criatura entrou no objeto e o OVNI desapareceu em direção a mata.

Os militares entrevistaram as testemunhas na época, o gerente da olaria, Sr. Paulo Bordalo e o proprietário Sr. Paulo Keuffer, quando então conseguiram autorização para instalar-se na região para realizar vigílias, durante duas semanas. O resultado foi positivo pois, coletaram vários depoimentos e obtiveram fotografias dos OVNIs que estavam assolando a região.


Militares Avistaram Seres...

Entre os anos de 1999 e 2004 estive em Brasília-DF algumas vezes e também no COMDABRA – Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, onde tive acesso aos relatórios oficiais e obtive cópias de cerca de 200 páginas, bem como dezenas de fotografias em preto e branco e uma reprodução inédita de um fotograma do filme colorido Super-8 efetuado pela FAB em Colares, entre outubro e novembro de 1977.

O militar que me forneceu os materiais pediu-me para mantê-lo no anonimato e disse na ocasião que houve poucos casos de avistamentos de seres, mas afirmou que em algumas raras oportunidades, a própria equipe de militares chegou a presenciar tais tripulantes.

A pesquisa iniciada em 1977 durou até o início dos anos 80 e inclusive abrangendo a região da Amazônia.

Recentemente, o piloto Ubiratan Pinon Frias, deu uma entrevista e relatou um contato com estes tripulantes e tendo sido testemunhado pelos militares.

Conta ele: “No início dos anos 80 fui convidado pelo Coronel Camilo Ferraz, chefe da 2ª Seção – A2 do I COMAR a integrar uma equipe que realizaria vigília no Mosqueiro. Eu cheguei primeiro, por volta das 22h30min e não havia chegado ninguém até então, foi quando observei uma luz de aproximadamente 10 metros de circunferência deslocando-se rapidamente e sumiu atrás de umas árvores, dando a impressão que pousara na região de um manguezal. Depois de uns 20 minutos, vi um ser muito alto com quase 2 metros de altura, trajando um macacão branco metálica com gola alta, sendo os sapatos da mesma cor. Na cintura havia uma cinta escura e uma espécie de bracelete da mesma cor. Os cabelos eram lisos e os olhos eram grandes em diagonal e muito diferentes. Não senti medo”.

Contou que o tripulante fez um gesto com a cabeça, como se fosse uma saudação no início do encontro. Depois de um tempo repetiu a saudação e voltou para a direção de onde tinha vindo. Antes de chegar a curva do caminho, chegou o primeiro carro com os militares para realização da vigília. Os integrantes do veículo puderam ver o tripulante e o Coronel Camilo perguntou ao Pinon: “Quem era aquele homem?” Ele respondeu ao militar que eram “Eles”. Então, os militares foram correndo atrás do ser, mas em seguida uma nave luminosa ficou rodando em cima dos presentes e em questão de segundos desapareceu em direção ao infinito.

Assim, chego ao fim deste artigo esperando ter cumprido o objetivo inicial de agregar mais informações sobre este fascinante fenômeno que ocorreu na região norte do Brasil e até hoje desafia os pesquisadores, cientistas e militares.

* Pesquisador há 27 anos, fundador e atual presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá. Possui diversos trabalhos publicados em revistas, jornais e periódicos de vários países. Realizou e participou de vários congressos nacionais e internacionais. Participou de vários programas de televisão e rádio. Como pesquisador adota a linha científica de investigação, tendo investigado centenas de casos de abdução, pousos e contatos com OVNIS, principalmente no Litoral Paulista. Participou intensamente da investigação do “Caso Varginha”, em Minas Gerais. Viajou para vários países para investigar o fenômeno, como por exemplo, Egito, Grécia, Turquia, Inglaterra, França, Peru, Chile e Argentina. Atualmente vem desenvolvendo levantamentos sobre a atuação de militares brasileiros em pesquisas relacionadas com o Fenômeno Disco Voador. É o pesquisador brasileiro que possui a maior quantidade de documentos oficiais sobre o assunto. Endereço para contato: boaventura@ufologo.com.br ou pelo telefone (11) 8424-6925.

 
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por yacobin em Quinta, setembro 02 @ 03:50:09 CDT
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