Surpresa natalina em Jayuya
Por Alex David,
para o Primera Hora
JAYUYA - Um achado que aumenta o mistério.
O esqueleto de uma estranha criatura agitou os tranquilos dias de Natal no povoado de Jayuya.
O encontro dos restos do animal aconteceu nesta terça-feira, à 1:30 horas da tarde, quando o pequeno Ángel Edgardo Oquendo, de seis anos, jogava com seu irmão Sixto, de 10, entre as colunas e barrotes de uma casa recém construída num terreno de sua família no bairro Canalizo, perto de Utuado.
Segundo Adelaida Quiles, madre de Ángel Edgardo, este a chamou enquanto assava um leitão para a Ceia de Natal. "Ele me chamava dizendo, 'Mãe, vem aqui, há um rato morto' e eu o ignorei, mas ele continuou chamando e eu pedi ao meu marido que se encarregasse do forno enquanto eu ia ver".
Tão logo avistou junto a um dos alicerces os restos do animal morto, chamou seu marido, César Oquendo, pois desconfiou de que não se tratava de algo que pudesse reconhecer. Assim, deslizaram um papelão por debaixo da ossada para a trazer para a luz. "Ao vê-la, nos perguntávamos se era o chupacabras ou algo assim", disse Quiles.
Uma rápida observação permitiu notar que o animal não tinha vestígios de lã, pelo ou plumas nos restos de sua pele. Ademais, não evidenciava haver tido extremidades superiores nem asas.
Aparentemente, a criatura media quase dois pés de altura (cerca de 60 cm) e se apoiava em suas extremidades traseiras, que se destacavam pelas garras pronunciadas e três ossos de tamanhos iguais. Isso dava a impressão de que podia saltar alturas consideráveis.
Na sua grande cabeça, larga e com olhos salientes luzia uma dentadura completa com dois pares de grandes dentes superiores, dois deles na área molar e outro par inferior na sua mandíbula, que era pronunciada e de osso amplo, o que evidenciava seu caracter carnívoro, em contraste com os roedores comuns que tem dentaduras frontais amplas e planas.
Exibia orelhas em forma palmeada, de cerca de 3 cm de largura e uma corcova em sua coluna vertebral. Ademais, um rabo pontiagudo de uns 45 cm de comprimento, similar ao de um réptil, parecia haver lhe servido de estabilizador ao mover-se.
A surpresa entre os moradores ainda era notável enquanto se esperava a chegada de um investigador de ciências forenses para verificar as características do animal.
Curiosamente, nos mesmos terrenos da propriedade onde foi achado, varias aves haviam sido mortas há dois meses atrás. Estas, propriedade do pai de Adelaida, Victor Quiles, eram oito galinhas e um galo apareceram mortos fora de suas gaiolas.
Da mesma maneira e perto da mesma data, José Carlos Rivera, residente da mesma região, sofreu a perda consecutiva de cinco galinhas. Disse que um tio também havia perdido outras 23 e sua irmã duas mais.
Rivera, que possui um açougue perto da entrada da vila, manifestou que depois acontecido não sofreu mais ataques e não deu mais importância ao acontecido.
Fonte: Primera Hora
Tradução: Andreia Tcshiedel